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Capítulo 3 - Desabando
Tentei disfarçar e sair de lá sem que percebessem o porquê de eu estar indo embora. Fui até o lado de fora e simulei que minha mãe havia ligado pra que eu fosse pra casa. Em dois minutos eu voltei pra dentro e falei que estava indo embora. Felipe insistiu, perguntou o porquê, e eu dei essa desculpa boba mesmo. Deu tempo de ver o sorriso malicioso no rosto de Lara enquanto eu ia embora, como se ela tivesse conseguido o que queria. Dei um beijo rápido em Natália e fui embora a pé de novo, pra casa.
Não dava pra entender, o que é que aquela garota tinha pra me deixar assim? Pior, me deixar assim sem ao menos falar comigo? Nem eu estou me reconhecendo! Não vejo por que em estar pensando tanto no rosto dela, estar tão vidrado naquela cena ocorrida na mesa de truco. E ainda tinha aquela dúvida, será que eu a veria novamente? Ao mesmo tempo em que eu queria vê-la, eu queria distancia. Porque eu queria ter tempo com ela, queria que ela gostasse de mim, queria conhecê-la e saber o que ela guarda por traz daquele sorriso. Mas eu não queria me apaixonar, se é que eu já não estava.E eu não queria mesmo me submeter a estar entregue nas mãos de alguém que talvez não ligasse pra isso. Ou talvez não estivesse nem ai pra mim. Isso está ao inverso! Está tudo errado, não é assim que tem que ser.
Cheguei em casa eram 2 horas em ponto. Meus pais estavam lá, mas já deviam saber que eu estaria jogando cartas com a galera. Mesmo assim eu não os procurei, apenas subi e me tranquei no quarto. Jogado na cama, senti arrependimento de ir embora. Mas puta que pariu, como eu sou indeciso, se tivesse ficado lá também estaria arrependido.  E eu não vou voltar, vou ficar aqui e esperar o dia acabar, na esperança de que amanhã as coisas sejam melhores.
Não demorou muito e ouvi meus pais discutindo de novo. Isso não vai dar certo, uma hora essas brigas não vão terminar bem. Abri a porta do quarto e segui correndo até a sala, onde eles estavam brigando:
- Mas será que vocês podem parar de brigar? – gritei
Os dois se calaram na hora e respiraram fundo. Minha mãe logo sentou no sofá e desabou em lágrimas. Meu pai saiu de casa, sabe-se lá pra onde. Por um momento, minha raiva passou por ver minha mãe naquele estado. Ela pode ser chata, pode ser mandona e rabugenta, pode não ver nada de certo que eu faça. Mas ela é a minha mãe. Eu estava nervoso demais para consolar, o máximo que conseguiria era piorar as coisas. Como sempre, piorar as coisas.
Voltei pro quarto devagar dessa vez, e por dentro me corroia uma sensação ruim. Medo talvez, eu não queria ver meus pais daquele jeito, não queria vê-los separados, nem sendo vistos um pelo outro com olhos de mágoa. Eles sempre foram um exemplo de amor pra mim, um exemplo de casal perfeito. Porém, de uns tempos pra cá estava sendo assim. Eles mais brigavam do que tudo. Tudo era motivo para discutirem. E eu ficava ali, no meio do fogo cruzado, sem poder ficar do lado de um ou de outro, mas pior do que isso, sem poder ajudar em nada. Eu me sentia horrível nessa posição, eu sempre odiei me sentir incapaz ou inútil perante a alguma situação que não me agrade.
O dia passou monótono, sem grandes acontecimentos. Apenas eu, deitado na minha cama assistindo televisão sem prestar a mínima atenção. Meus pensamentos fixos em um rosto praticamente desconhecido. Minha mente planejando meus próximos passos e investidas. Ela não resistiria por muito tempo e eu não iria desistir. Mas eu precisava dar o primeiro passo. Precisava me aproximar, roubar seu coração, e para isso, eu estava disposto a dar o meu em troca.

Capítulo 3 - Desabando

Tentei disfarçar e sair de lá sem que percebessem o porquê de eu estar indo embora. Fui até o lado de fora e simulei que minha mãe havia ligado pra que eu fosse pra casa. Em dois minutos eu voltei pra dentro e falei que estava indo embora. Felipe insistiu, perguntou o porquê, e eu dei essa desculpa boba mesmo. Deu tempo de ver o sorriso malicioso no rosto de Lara enquanto eu ia embora, como se ela tivesse conseguido o que queria. Dei um beijo rápido em Natália e fui embora a pé de novo, pra casa.

Não dava pra entender, o que é que aquela garota tinha pra me deixar assim? Pior, me deixar assim sem ao menos falar comigo? Nem eu estou me reconhecendo! Não vejo por que em estar pensando tanto no rosto dela, estar tão vidrado naquela cena ocorrida na mesa de truco. E ainda tinha aquela dúvida, será que eu a veria novamente? Ao mesmo tempo em que eu queria vê-la, eu queria distancia. Porque eu queria ter tempo com ela, queria que ela gostasse de mim, queria conhecê-la e saber o que ela guarda por traz daquele sorriso. Mas eu não queria me apaixonar, se é que eu já não estava.E eu não queria mesmo me submeter a estar entregue nas mãos de alguém que talvez não ligasse pra isso. Ou talvez não estivesse nem ai pra mim. Isso está ao inverso! Está tudo errado, não é assim que tem que ser.

Cheguei em casa eram 2 horas em ponto. Meus pais estavam lá, mas já deviam saber que eu estaria jogando cartas com a galera. Mesmo assim eu não os procurei, apenas subi e me tranquei no quarto. Jogado na cama, senti arrependimento de ir embora. Mas puta que pariu, como eu sou indeciso, se tivesse ficado lá também estaria arrependido.  E eu não vou voltar, vou ficar aqui e esperar o dia acabar, na esperança de que amanhã as coisas sejam melhores.

Não demorou muito e ouvi meus pais discutindo de novo. Isso não vai dar certo, uma hora essas brigas não vão terminar bem. Abri a porta do quarto e segui correndo até a sala, onde eles estavam brigando:

- Mas será que vocês podem parar de brigar? – gritei

Os dois se calaram na hora e respiraram fundo. Minha mãe logo sentou no sofá e desabou em lágrimas. Meu pai saiu de casa, sabe-se lá pra onde. Por um momento, minha raiva passou por ver minha mãe naquele estado. Ela pode ser chata, pode ser mandona e rabugenta, pode não ver nada de certo que eu faça. Mas ela é a minha mãe. Eu estava nervoso demais para consolar, o máximo que conseguiria era piorar as coisas. Como sempre, piorar as coisas.

Voltei pro quarto devagar dessa vez, e por dentro me corroia uma sensação ruim. Medo talvez, eu não queria ver meus pais daquele jeito, não queria vê-los separados, nem sendo vistos um pelo outro com olhos de mágoa. Eles sempre foram um exemplo de amor pra mim, um exemplo de casal perfeito. Porém, de uns tempos pra cá estava sendo assim. Eles mais brigavam do que tudo. Tudo era motivo para discutirem. E eu ficava ali, no meio do fogo cruzado, sem poder ficar do lado de um ou de outro, mas pior do que isso, sem poder ajudar em nada. Eu me sentia horrível nessa posição, eu sempre odiei me sentir incapaz ou inútil perante a alguma situação que não me agrade.

O dia passou monótono, sem grandes acontecimentos. Apenas eu, deitado na minha cama assistindo televisão sem prestar a mínima atenção. Meus pensamentos fixos em um rosto praticamente desconhecido. Minha mente planejando meus próximos passos e investidas. Ela não resistiria por muito tempo e eu não iria desistir. Mas eu precisava dar o primeiro passo. Precisava me aproximar, roubar seu coração, e para isso, eu estava disposto a dar o meu em troca.

(Source: a-drenalina)

EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEI MAAAAÃAAE o que é ixo? ><
que saudade de ser Kids naquele tempo eu usava a minha mãe até para saber se eu poderia acordar cedo ou tarde ou dormir de pijama ou de cueca ou deitar mas cedo !

- Hoje quando tu cresce responsabilidade vem no teu calcanhar e nao tem mais mãe como antes e não tem mais as possas de agua para brinca. )= 

(Source: klainelicious)

78,186 notes


Sabias palavras que sempre deixamos de lado para sofrer mais.

Sabias palavras que sempre deixamos de lado para sofrer mais.

16,965 notes


Frango bovino? É uma nova raça?

Frango bovino? É uma nova raça?

(Source: the-one-winged-angel)

255 notes

E quando aquele que te ofereceu confiança apoio e abrigo a vida inteira sofre alguma coisa e voce nem dando recargas consegue reanimar ))=

86,396 notes


Me sinto bonito quando me olho no espelho pois sei que ele nao mente , me revela se eu estou bonito ou feio ou até mesmo alegre e triste.

Me sinto bonito quando me olho no espelho pois sei que ele nao mente , me revela se eu estou bonito ou feio ou até mesmo alegre e triste.

(Source: youjustinspiredme)

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